sexta-feira, 4 de maio de 2007

BlackBerry da Nextel traz e-mail, iDEN, celular e mapas


O BlackBerry 7520 põe mapas e e-mail na telinha do smartphone

A Nextel está promovendo a estréia no Brasil dos smartphones BlackBerry nos serviços de comunicação por rádio com tecnologia iDEN. O modelo é o BlackBerry 7520, da RIM, que chega custando 1 399 reais. Além de falar com outros aparelhos Nextel via rádio, o 7520 funciona como um telefone celular GSM e, claro, oferece o consagrado serviço de e-mail em tempo real que consagrou o BlackBerry. Depois de alguns dias manuseando o 7520, o veredicto sobre dispositivo é bem positivo.

As funções de e-mail do 7520 são fáceis de configurar e de usar. Nos testes realizados na INFO, a conta de e-mail sincronizada foi uma POP do Gmail. Ou seja, trabalhamos com o 7520 no plano de serviços BIS (BlackBerry Internet Service), o mais indicado para pequenas empresas e profissionais autônomos. Existe ainda o BES (BlackBerry Enterprise Server), que é um plano para clientes corporativos, que funciona de forma integrado com servidores Exchange, Lotus e Domino e Novell GroupWise. Em ambos os casos, o cliente paga 75 reais por mês para trocar e-mail e navegar na internet à vontade.

As mensagens enviadas para o endereço do Gmail pipocam na tela do 7520 praticamente em tempo real. O aparelho permite a leitura do texto das mensagens e também a visualização de alguns tipos de arquivo anexados, como documentos do Word e do Excel, imagens em JPEG e PDFs.

O tráfego de dados não é feito de forma instantânea. Nem poderia. Segundo a Nextel, a velocidade real da rede de dados fica em torno de 20 Kbps. É pouco, mas não chega a prejudicar a leitura de e-mails. Mas incomoda um pouco na navegação por páginas da web, o que, naturalmente, já é um pouco chato de ser feito em telas pequenas.

Um recurso que eu gostei bastante foi o GPS, que permite a utilização do serviço de localização Mapas e Rotas. O serviço é pago (15 reais mensais) e, por enquanto, cobre apenas as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro.

O sistema de navegação pelos menus por meio da trackwheel do 7520 é muito prático. Você consegue fazer quase tudo no 7520 usando apenas a mão direita.

A grande crítica ao 7520 fica para a sua tela. O tamanho (5,2 x 3,6 cm) é OK, mas a qualidade gráfica é de lascar. Com resolução de 240 por 160 pixels e 65 000 cores, lembra a de handhelds antigos.

Monitor USB da Samsung dispensa placa de vídeo


SyncMaster 940UX: o monitor entra na disputa pelas portas USB 2.0 do PC

As portas USB 2.0 do PC estão se abrindo para mais um equipamento: o monitor. A Samsung anunciou que começa a vender em maio (lá fora, é claro) a linha de monitores de LCD UbiSync. O primeiro modelo a dispensar as conexões D-Sub e DVI para se comunicar com o micro é o SyncMaster 940UX, de 19 polegadas, exibido na CeBit.

Segundo a Samsung, depois de plugado em um porta USB 2.0, o display é reconhecido pelo Windows como um drive externo. Nele está armazenado o programa de instalação de uma placa de vídeo virtual que pemite a transmissão das imagens pela porta USB.

Com a tecnologia UbiSync será possível ligar facilmente até seis monitores em um único micro ou notebook. Mas não em um computador qualquer. A Samsung já adiantou que o monitor USB exige uma boa carga de recursos da CPU. Para trabalhar com várias telas, a empresa recomenda uma máquina com processador dual core e pelo menos 2 GHz de clock. Sem contar o hub USB, que será indispensável para continuar usando impressora, mouse, teclado, câmera, HD externo, MP3 player...

PC será decisivo na disputa Blu-ray x HD DVD


No Brasil, o Blu-ray chega primeiro com o BWU-100A, da Sony (no alto), e o GBW-H10, da LG

A badalação na semana passada em torno do Super Multi Blue BH100, o player da LG que toca discos Blu-ray e HD DVD, acabou ofuscando os novos drives para PC que a empresa também está trazendo para o Brasil. Mesmo sem o glamour do BH100, o GBW-H10 é um produto muito interessante. Ele grava e lê Blu-ray, DVDs e CDs e, de quebra, reproduz HD DVD. Diferentemente do player de mesa, o GBW-H10 tem data de estréia e preços definidos: chega às lojas em maio, por 2 999 reais. O preço é o mesmo do BWU-100A, o gravador de Blu-ray da Sony.

Na minha opinião, os drives Blu-ray e HD DVD para PCs serão mais determinantes para a futura hegemonia de um padrão sobre o outro do que a qualidade das imagens produzidas pelo player que fica na sala do usuário. Em primeiro lugar, porque os players combo vão livrar o consumidor do mico de ter que apostar em um formato. Mas a verdade é que, pelo que vi com meus olhos e li nos reviews de especialistas, é praticamente impossível cravar que a imagem de um é melhor do que a do outro.

No caso dos drives não. Tocar filmes em alta definição no PC vai ser um detalhe (ótimo, diga-se). O grande apelo dos gravadores de Blu-ray e HD DVD é o backup e a cópia de grandes volumes de dados. Aí, a superioridade do Blu-ray é indiscutível. A mídia Blu-ray comum comporta 25 GB de dados. A do HD DVD, 15 GB. É uma tremenda vantagem.

Aliás, tocar Blu-ray no PC ainda está longe de ser algo trivial, como sentimos na pele durante o teste do BWU-100A para a edição de abril da INFO. Enquanto a gravação em Blu-ray foi tranqüilíssima até mesmo em micros comuns, a reprodução de filmes só rolou depois da montagem de um PC poderoso. Tanto a placa de vídeo como o monitor (ou TV) têm de ser compatíveis com HDCP, a tecnologia de proteção adotada pelos formatos de alta definição. O software para tocar o disco também precisa ser especial. O PowerDVD comum, como o que vem com o BWU-100A, não serve. É preciso baixar a uma versão específica para Blu-ray. Mas valeu a canseira. A imagem dos filmes é sensacional. Nos testes, usamos três filmes disponíveis para locação em cinco unidades da Blockbuster na capital paulista.

Outro fato a festejar com a chegada do Blu-ray e do HD DVD é que os players e drives vendidos no Brasil vão tocar discos comprados nos EUA. No sistema de divisão de mercados por zonas do Blu-ray, todos os países das Américas e o Japão, entre outros, fazem parte da mesma região, a 1. No caso, do HD DVD, como destacou o leitor Raphael Miranda, essa chateação de códigos regionais, felizmente, foi enterrada de vez. Quero ver agora se as gravadoras e estúdios vão continuar com a mesma "agilidade" para trazer para o Brasil shows, filmes e seriados lançados lá fora.

1080p sem engasgo até no Mac Mini.Suas Vantagens


Mac Mini: decodificação de H.264 por hardware para encarar vídeos em 1080p
O mundo Mac é uma fonte inesgotável de boatos. O do momento é a adoção de um chip dedicado para a decodificação de vídeos no padrão H.264 em todos os micros Macintosh. Isso faria com que todas as máquinas da Apple, inclusive os da linha Mac Mini, passassem a rodar vídeos em alta definição codificados com o H.264 com um pé nas costas.

A idéia faz sentido. No panorama atual, com a decodificação via software, rodar vídeo em alta definição é uma tarefa que somente máquinas poderosas conseguem realizar na boa. A introdução da decodificação de vídeo por hardware ampliaria o parque de máquinas capazes de encarar vídeos com 1080p e não teria um impacto tão significativo no preço dos equipamentos. Nos EUA, o chip para decodificar (e também codificar) em H.264 não custaria mais de 50 dólares.

Com isso a Apple prepararia o terreno para a futura distribuição vídeo em 1080p na sua loja virtual, a iTunes Store, que já vende clipes e seriados em MPEG-4 codificados nas especificações H.264, mas em resoluções muito mais baixas.

Até agora, a Apple não se manifestou a respeito. Em compensação, outro rumor vem alimentando as especulações sobre a introdução do suporte de hardware ao H.264. A imprensa britânica especializada em Macintosh relata a falta de alguns modelos de Mac Mini, iMac e MacBook nas lojas, o que seria um sinal de que a Apple se prepara para preencher as prateleiras com modelos novos.

A torcida para que os boatos se materializem é grande. Especialmente de quem adoraria ter um Mac Mini no coração de um media center, ao lado da TV e do home theater.

704 WiFi é mais player que iPod e Zune juntos


O player portátil 704 WiFi, da Archos, não tem o carisma do iPod nem o marketing feroz do Zune. Em compensação, ele oferece mais recursos do que os aparelhinhos da Apple e da Microsoft juntos.

A tela de LCD de 7 polegadas do 704 WiFi não serve apenas para assistir vídeos em DivX, XviD, MPEG-4, WMV etc.. É pelo display touch screen que o usuário aciona todas as funções do player para a reprodução de vídeo, música e fotos e ainda navega na internet. Sim, o 704 WiFi tem acesso à web, via Wi-Fi.
704 WiFi, da Archos: tela touch screen, Wi-Fi e HD de 80 GB
Enquanto no Zune o Wi-Fi serve apenas para a troca de playlists e arquivos de uma forma superlimitada com outros Zunes, no player da Archos o Wi-Fi é muito mais útil. Além de permitir a navegação na internet por meio da versão portátil do browser Opera, a comunicação sem fio serve para copiar para o 704 WiFi arquivos que estão no PC ou simplesmente tocá-los em streaming.

Não é só como player portátil que o 704 WiFi mostra serviço. Ele é capaz de fazer a ponte entre o conteúdo em áudio e vídeo do PC e a TV e o sistema de som da casa. Ou seja, o 704 WiFi também é um extensor de media center Wi-Fi, como o aguardado Apple TV. Mas ele pode ir além disso. Conectado à TV e ao decodificador de TV paga com a ajuda de um acessório vendido separadamente, o 704 WiFi se transforma em um gravador de vídeo digital. Com outro acessório, o 704 WiFi vira uma filmadora.

Nos EUA, o 704 WiFi custa 549,99 dólares. Como a Archos não tem uma presença formal no Brasil, a torcida é para que algum distribuidor se anime a trazer o 704 WiFi para o país.

MP3 players - Escolha um


Em sentido horário: K5 (alto), K3, YP-U2 e T9B

Uma das novidades em áudio e vídeo mostradas pela Samsung nesta semana foi a sua linha de MP3 players, formada por quatro aparelhos. Num test-drive rápido, o que mais me agradou foi o K3, que traz recursos semelhantes ao do iPod nano. Ou seja, é um player para quem valoriza mais o design e a praticidade do que itens como espaço para armazenamento e recursos avançados.

O K3 tem o corpo superfino (0,7 centímetro de espessura) e um sistema de navegação bem confortável, sem botões. Basta deslizar o dedo pelo painel abaixo da tela de 1,8 polegada para comandar a reprodução das faixas. Ele chegará em versões de 2, 4 e 8 GB e nas cores preto, vermelho e verde lima.

O T9B também parece ser bem bacana. Mas só dá para falar com propriedade sobre o player depois de testar para valer o seu principal atrativo, a compatibilidade com Bluetooth. Segundo a Samsung, o Bluetooth é utilizado tanto para levar o som para o fone sem fio que acompanha o T9B, como na comunicação com celulares e aparelhos compatíveis (como CD players automotivos, receivers e mini-systems). O T9B tem versões de até 4 GB para armazenar música (MP3 e WMA), vídeo (MPEG-4) e fotos.

O diferencial do K5, que também tem versões de até 4 GB, é a presença de alto-falantes deslizantes. Como era de se esperar, o som das caixas é fraquinho. Tem ainda o caçula da turma, o YP-U2, em formato de pen drive e versões de 512 MB e 1 e 2 GB. Mas o seu maior destaque é a reprodução de faixas no formato de áudio Ogg Vorbis.

Os preços? Só vamos saber quando os MP3 player chegarem às lojas, o que deve acontecer ainda esse mês. É a previsão da Samsung.

Hotspot instantâneo - Banda Larga Em Qualquer Lugar


WiFi USB Transmitter, da Hercules: rede Wi-Fi praticamente plug and play

O WiFi USB Transmitter, da Hercules, é um daqueles produtos que fazem a gente se perguntar como ninguém havia feito isso antes. Com um jeitão de pen drive, ele é um roteador de bolso e tudo o que você precisa para transformar qualquer lugar com um micro com banda larga em um hotspot Wi-Fi g. E o melhor: com grau de complicação zero.

Depois de instalar o software do produto em um PC com banda larga, basta plugar o dispositivo em uma porta USB 2.0 para que até cinco equipamentos Wi-Fi possam navegar na internet pela mesma conexão. Mais fácil, impossível.