sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Belo Horizonte testa a TV Digital a partir de fevereiro


A cerimônia de assinatura de consignação dos canais do Sistema Internacional de TV Digital (que incorpora ferramentas européias, americanas, japonesas e brasileiras) para a cidade de Belo Horizonte será realizada na próxima quinta-feira (27), às 17h, em Belo Horizonte. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, participa do evento. Segundo o Ministério das Comunicações, a expectativa é que em fevereiro as emissoras da capital mineira comecem as operações experimentais.
Seis emissoras vão receber a consignação: TV Minas, TV Ômega (Rede TV), Rádio e TV Alterosa (associada ao SBT), Record, TV Globo e Bandeirantes.

De acordo com o cronograma da TV Digital, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Rio de Janeiro e Salvador têm até julho de 2008 para operar comercialmente o sistema digital.

Até junho de 2016, todas as emissoras terão que fazer a transmissão simultânea nos sistemas analógico e digital. Depois desse prazo, o sistema analógico será desativado.

Matsushita alia-se com rivais em nova estratégia para TVs

A Matsushita anunciou nesta terça-feira que assumirá o controle de uma joint-venture do mercado de telas de cristal líquido e que poderá também erguer nova fábrica da tecnologia, num movimento que marca mudança significativa na sua estratégia para o mercado de TVs finas. A japonesa Matsushita é detentora da marca Panasonic.

Essa iniciativa, combinada com o anúncio de uma aliança com a Hitachi e a Canon na área de telas pequenas, ressalta a crescente importância da tecnologia LCD para o mercado de televisores.

Até agora a Matsushita vinha investindo de forma agressiva em telas de plasma, convicta de que essa tecnologia é a que apresenta a melhor relação custo-benefício para TVs com mais de 37 polegadas. A empresa terceirizava os painéis LCD para TVs menores.

Mas essa aposta exclusivista tem, nos últimos anos, se revelado cada vez mais equivocada. A Sharp e outras companhias aumentaram a produção de TVs de cristal líquido de grande porte e descobriram maneiras de reduzir os preços a ponto de tomar mercado das TVs de plasma.

As vendas de TV de LCD em todo mundo devem crescer 50%, para 96 bilhões de dólares, até 2011. A demanda pelas rivais de plasma deve cair 1% no mesmo período.

A Matsushita, principal fabricante mundial de TVs de plasma, afirmou que vai adquirir a maioria das ações da IPS Alpha Technology, uma joint-venture que produz grandes painéis de LCD em que ela já detém 30%. A Hitachi é dona de 50% das ações e a Toshiba possui 15%. Os termos financeiros da transação não foram divulgados.

O presidente da Matsushita, Fumio Ohtsubo, disse que a empresa pode construir uma nova fábrica de LCD. "Não há mudança na nossa estratégia, que tem o plasma como foco", declarou o presidente. "Vamos avançar com grandes aparelhos de LCD de acordo com a demanda."

Uma nova fábrica de LCD custará alguns bilhões de dólares e pode ser complicado conseguir um bom retorno para o investimento se os preços dos televisores de cristal líquido continuarem caindo de 20 a 30% ao ano.

Num outro acordo, a Matsushita e a Canon irão adquirir 24,9% cada da Hitachi Displays, uma unidade da Hitachi que fabrica telas de LCD em tamanhos pequeno e médio e que desenvolve telas com tecnologia Oled (diodos orgânicos emissores de luz, na sigla em inglês). A participação da Hitachi na unidade cairá para 50,2%.

A Canon, a principal fabricante mundial de câmeras digitais, disse que tem uma estratégia de produzir os principais componentes dos seus produtos para reduzir o custo final. A empresa planeja usar painéis LCD e Oled nas suas câmeras e impressoras. Reuters

Alencar pede boicote ao conversor de TV digital


O vice-presidente da República, José Alencar, recomendou, nesta segunda-feira, que os brasileiros boicotem o conversor da TV Digital para "fazer com que o preço caia". O aparelho chega ao mercado custando bem acima do que o governo esperava - entre R$ 500 e R$ 1.100. O chamado 'sep top box' é um receptor que converte o sinal digital para o televisor analógico convencional.
Alencar fez coro com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, que já havia pedido que a população não comprasse imediatamente os aparelhos. "Numa situação dessas, você tem realmente que condenar as pessoas que aproveitam a possibilidade para cobrar preço acima do valor. Isso não pode. É preciso que haja realmente a compreensão de que todo o Brasil precisa da TV Digital. Porém, (o consumidor) tem que pagar o preço justo", advertiu Alencar.

Ele justificou a convocação ao boicote: "Penso que é uma forma de fazer com que o preço caia no seu lugar, porque existe a lei da oferta e da procura. Se cai a demanda, o preço cai para que a demanda se ajuste". Em 2006, Hélio Costa anunciou várias vezes que o equipamento ficaria em R$ 100 para o consumidor. No domingo, ao lançar a TV Digital, o presidente Lula prometeu liberar R$ 1 bilhão via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para baratear a venda do conversor no comércio.

Ontem, a Fundação Procon-SP advertiu que o consumidor deve ficar atento antes de se empolgar com as promoções de TV neste fim de ano. Além da variação de preço, é importante lembrar a transição do modelo analógico para o sistema digital.

O telespectador só vai perceber a diferença na qualidade da imagem e do som se tiver o aparelho conversor. E assim mesmo para os programas produzidos com a nova tecnologia. Para se adequar às normas, as emissoras de TV têm até 2016, quando o modelo analógico será extinto. Portanto, o Procon lembra que o consumidor terá muito tempo para escolher a melhor alternativa.


O Dia

Sony abandona mercado de TVs de retroprojeção

A Sony anunciou na quinta-feira que vai parar de fabricar televisores de retroprojeção, tornando-se a mais recente companhia a se distanciar de uma tecnologia que já foi considerada como promissora rival das telas de cristal líquido (LCD) e de plasma.
A Sony vai concentrar seu foco em LCD e na tecnologia de diodo orgânico emissor de luz (Oled) para atender ao mercado de TVs estreitas, que tem crescido rapidamente à medida que consumidores trocam seus volumosos aparelhos de tubo por telas mais finas de LCD e plasma. A gigante dos eletrônicos planeja parar de produzir TVs de retroprojeção em três fábricas no Japão e no exterior em fevereiro, informou um porta-voz da companhia.

A Seiko Epson anunciou no início do mês a suspensão da produção e vendas de TVs de retroprojeção, enquanto a Hitachi deixou o segmento na América do Norte este ano.

A demanda por aparelhos de retroprojeção, que já dominaram o segmento de televisores de grande formato, tem encolhido depois que os fabricantes começaram nos últimos anos a oferecer TVs LCD e de plasma maiores e a preços menores.

Em outubro, a Sony reduziu sua meta de vendas de TVs de retroprojeção para o ano fiscal em 43 por cento, para 400 mil unidades.

Reuters

Samsung mostra tela orgânica ultrafina de 31 polegadas


A tela, diz a Samsung, vai consumir menos da metade da eletricidade utilizada por uma tela LCD de 32 polegadas.


A fabricante sul-coreana de telas Samsung-SDI anunciou na quinta-feira que desenvolveu uma tela orgânica ultrafina, intensificando a corrida mundial pelos dispositivos que podem ameaçar o domínio do plasma e do cristal líquido.

O anúncio da Samsung-SDI acontece depois que a Sony começou a vender em novembro uma tela de 11 polegadas com diodos orgânicos emissores de luz (tecnologia conhecida como Oled). A companhia japonesa já revelou um protótipo de 27 polegadas.

Os fabricantes de telas estão cada vez mais apostando nas telas Oled de matriz ativa (AM-Oled) como mecanismo de impulso de seu crescimento porque elas são capazes de exibir imagens mais brilhantes com menos consumo de energia.

A Samsung-SDI informou que seu módulo de 31 polegadas tem apenas 4,3 milímetros de espessura ou um décimo da espessura típica de uma tela LCD. O protótipo também vai consumir menos da metade da eletricidade consumida por uma tela LCD de 32 polegadas.

O tempo de vida útil da tela AM-Oled é de 35 mil horas, a melhor performance entre aparelhos semelhantes, segundo a companhia sul-coreana.

Representantes da Samsung-SDI não informaram quando a tela de 31 polegadas começará a ser reproduzida em massa, afirmando que a decisão depende dos planos dos fabricantes de TVs. Mas eles informaram que a Samsung Electronics, maior fabricante mundial de televisores de cristal líquido (LCD), vai exibir um protótipo de aparelho de 31 polegadas durante a mostra Consumer Electronics Show, em Las Vegas, no início de janeiro.

A Samsung-SDI também está planejando produção em massa em 2008 de telas de 14 polegadas, disse Yoo Eui-jin, diretor da equipe AM-Oled da companhia.

Embora o executivo não tenha informado as companhias que usarão as telas AM-Oled em seus aparelhos, ele disse que uma série de fabricantes demonstraram interesse na tecnologia.

Apesar de pequenas telas AM-Oled já serem utilizadas em celulares e players de mídia digital sofisticados, grandes modelos são mais difíceis e mais caros de se produzir. Os envios de TVs Oled de 11 polegadas da Sony têm sido limitados a 2 mil unidades por mês.

Reuters

Monitor de 22" é feito apenas com vidro e metal


Monitor tem controles sensíveis ao toque e resolução de 1680 x 1050

A Dell anunciou o lançamento de um monitor de 22 polegadas de LCS. O aparelho também será mostrado na CES, que acontece em Las Vegas a partir do dia 7 de janeiro. O dispositivo, chamado Crystal, é feito apenas de metal e vidro.
O monitor possui 22 polegadas e tem uma resolução de 1680 x 1050, além de uma gama de cores de 98%, tempo de resposta de 2 ms, razão de contraste 2000:1 e uma câmera de 2 megapixels.

O Crystal vem com alto-falantes embutidas e controles sensíveis ao toque na base do monitor. Todo o cabeamento através do vidro é feito para combinar com o design. As conexões do monitor são DVI e HDMI com HDCP e DisplayPort.

O Dell Crystal começou a ser vendido hoje por US$ 1.199, nos Estados Unidos.

Tocador de mídia digital pega sinal de TV


Aparelho tem buffer de cinco minutos e tela de 4,3 polegadas


A Motorola apresentou na quinta-feira um tocador de mídia digital que reproduz televisão ao vivo, clipes por encomenda e programação salva em gravadores de vídeo digitais. O aparelho será mostrado na CES 2008, maior feira de eletrônicos de consumo que se realiza em Las Vegas na próxima semana. Ele cabe no bolso e tem uma tela de 4,3 polegadas.
O buffer de memória é de cinco minutos e permite que usuários pausem televisão ao vivo. O dispositivo também suporta cartões de memória que podem armazenar até 90 minutos de vídeo. A bateria recarregável agüenta até quatro horas de reprodução contínua.

O Mobile TV DH01, que está nos estágios iniciais de desenvolvimento, agrupa navegação na web e música como funções wireless. É uma aposta no futuro, para que o lucro cresça enquanto os valores das ligações caem.

De acordo com a Motorola, o DH01 é compatível com DVBH, um padrão de tecnologia de transmissão de TV utilizada pela Nokia e na Europa.

Reuters