O número de ameaças na Web cresce continuamente a cada mês. Interessados, principalmente, em ganhos financeiros, criminosos virtuais criam a cada momento golpes cada vez mais engenhosos para surrupiar o suado dinheiro alheio, de forma rápida e imperceptível, o que obriga os internautas a serem cada vez mais cuidadosos.
No entanto, a maioria das ameaças divulgadas em sites e revistas especializadas em tecnologia e voltadas para o usuário final fica restrita aos códigos maliciosos e golpes mais ativos como cavalos-de-Tróia (trojans), worms, spywares (programas-espiões) e phishings. O que poucos sabem é que ofensivas não tão noticiadas e que utilizam o HTML (linguagem de programação usada para produzir páginas Web) são cada vez mais usadas pelos criminosos virtuais. Isso porque eles criam e inserem comandos (scripts) maliciosos em sites sem certificado de segurança e conseguem invadir o PC da vítima sem que ela saiba.
Confira alguns dos golpes do gênero mais ativos na rede, porém, pouco conhecidos, como eles agem nas máquinas contaminadas e como fazer para não cair neles.
Seqüestro de Sessão
Trata-se de um ataque onde o cracker obtém a identificação (id) da sessão http do usuário. Segundo Ricardo Kiyoshi, diretor de desenvolvimento da empresa de segurança digital Batori Software, “o atacante grava o id capturado em seu próprio navegador, enganando a aplicação e se passando pelo usuário legítimo”. O seqüestro de sessão permite que um invasor use os privilégios de um usuário comum para acessar ou modificar um banco de dados e até mesmo trocar as senhas. Ele pode ainda instalar um software para entrar em áreas adicionais, mesmo sem as devidas credenciais de acesso. Essa é uma técnica usada principalmente em ambientes corporativos.
O modo mais simples de iniciar este ataque é, primeiramente, tentar colocar o computador invasor em algum lugar do caminho de conexão, usando uma ferramenta de invasão especializada. Em seguida, o invasor observa a troca de comunicação e, em um determinado momento, toma o controle dela.
No caso do usuário doméstico, esse tipo de ataque pode ocorrer enquanto ele visita sites sem recursos de segurança confiáveis. Isso porque o cracker insere um comando malicioso de HTML na página e este invade o PC da vítima quando ambos estão conectados no mesmo local.
É recomendado que os internautas evitem acessar sites não-confiáveis e, no caso, de empresas, o uso de ferramentas de encriptação de dados pode evitar que o atacante intercepte a comunicação.
XSS (Cross Site Scripting)
O XSS ( ou Cross-site scripting) representa um ataque baseado em induzir o browser do usuário a executar um script malicioso dentro do contexto de um site confiável.
A exploração bem sucedida deste ataque permite ao cracker embutir um código malicioso (na forma de Javascript ou VBScript) em campos de entrada, os quais são inseridos de volta para a resposta do servidor. Isto permite ao agressor executar códigos arbitrários em um usuário desatento que tenha acesso permitido ao site escolhido como vítima.
"Um usuário que usa uma aplicação ou um site vulnerável ao Cross Site Scripting pode ser espionado por scripts maliciosos", declarou Denny Roger, diretor da Batori Software. "Uma aplicação vulnerável pode enviar ao navegador do usuário um script malicioso que vai espionar as pesquisar feitas e revelar ao atacante se o usuário pesquisou um determinado tipo de assunto. O resultado desta espionagem pode ser enviado ao atacante facilmente pelo script sem que o usuário perceba e com isso, até mesmo dados sigilosos podem parar nas mãos do cracker".
Para complicar, neste tipo de ataque, não é possível utilizar soluções tradicionais de segurança como antivírus e firewall. “O XSS é um golpe cuja prevenção praticamente inexiste", diz Denny Roger, diretor da Batori Software. "Não existem aplicativos ou soluções que consigam detectar um ataque via XSS. Infelizmente, o internauta precisa contar com a sorte".
IP Spoofing
O IP Spoofing usa uma técnica mais sofisticada para enganar o usuário. Isso porque ele simplesmente troca o IP (Internet Protocol, o “endereço” do internauta na Web) original por outro. Dessa forma, o cracker assume a “identidade” da vítima, alterando configurações – entre elas as do navegador – direcionando-o para sites maliciosos, que trazem códigos maliciosos em HTML. Além disso, esse ataque pode fazer com que o cracker crie centenas de usuários inúteis dentro de um mesmo PC, o que prejudicaria o desempenho da máquina, além de perda de recursos de banda e, caso a ofensiva seja realizada em ambiente corporativo, sobrecarga do servidor.
“O cracker usa o spoofing quando quer seqüestrar alguma conexão entre o computador do cliente e o servidor. No caso do usuário doméstico, ele falsifica o IP da vítima e realiza o ataque via Web”, continua Roger. “O criminoso usa um programa que procura saber quantos IPs estão conectados na Internet. A partir daí, utilizando softwares específicos, ele os falsifica”.
O ataque via spoofing, a exemplo do XSS, também não depende de precauções ou soluções de segurança. “Não há como se precaver deste tipo de ataque”, diz Roger. “Esse tipo de golpe já foi divulgado pela Batori em 2004 e até hoje não se tem solução. Nesse caso, como no XSS, o internauta também necessita de sorte para não ser pego”.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Autobiografia de Steve Wozniak, co-fundador da Apple Computer, chega às livrarias

FÃS da Apple Computer em todo o mundo acabam de ganhar um presente de Steve Wozniak: sua auto-biografia. Junto com Steve Jobs e Ronald Wayne, Wozniak fundou a Apple Computer em 1 de abril de 1976.
"Como adolescentes, antes de fundarem a Apple Computer Steve Wozniak e Steve Jobs ouviam Bob Dylan e Beatles e debatiam entre si qual deles era o melhor. Dylan, com suas letras cheias de sentimento, ganhou", relata Ellen Lee no The San Francisco Chronicle.
Lee conta também que Wozniak e Jobs fizeram muitas travessuras juntos, tanto que chegaram a ficar detidos no banco traseiro de um carro de polícia (embora não tenham sido formalmente presos). Eles também dissecaram a tecnologia de sua época, como aparelhos de telefone e os primeiros videogames, inspirando-os a moldar o sonho que viria a materializar-se como Apple Computer.
"Algumas dessas histórias estão sendo contadas em público pela primeira vez na autobiografia de Wozniak", diz Lee.
Em agosto Wozniak deu entrevista falando sobre o lançamento de sua autobiografia e falou sobre suas aventuras, seus planos de dirigir um Hummer (misto de veículo militar e de passeio) ao redor do Pólo Sul e seu desapontamento com a recusa de Steve Jobs em escrever um prefácil para seu livro.
Escrito em parceria com a escritora e jornalista Gina Smith, iWoz: From Computer Geek to Cult Icon: How I Invented the Personal Computer, Co-Founded Apple and Had Fun Doing It ("iWoz: de Fanático por Computadores a Ícone de Culto: Como Inventei o Computador Pessoal, Co-Fundei a Apple e me Diverti com Isso") já está à venda e pode ser adquirido pelo preço promocional de US$ 17,13 nesta página do Amazon.com.
Podcast no qual Wozniak fala sobre seu novo livro, sobre os primeiros dias da Apple e no qual brinca com o comediante Stephen Colbert pode ser ouvido aqui. Colbert e Wozniak fazem referência a esse podcast nesta entrevista de Wozniak para o programa de TV de Colbert.
Steve Jobs e George Lucas conversam sobre o futuro do cinema


ESTÁ tudo errado", é o recado que o consagrado cineasta George Lucas, criador de "Guerra nas Estrelas", dá aos estúdios de cinema que investem pesado no modelo que ele mesmo concebeu: o de franchises. O futuro, segundo ele, está nos filmes menores e distribuídos pela Internet.
David S. Cohen conta no Variety que, caso alguém duvide do que Lucas diz, a Lucasfilm, produtora fundada por ele, está se retirando do negócio.
"Não queremos fazer filmes. Estamos prestes a entrar para a televisão. No que diz respeito à Luscasfilm, saímos do ramo de filmes porque é muito caro e arriscado. Acho que o segredo para o futuro é quantidade", disse Lucas.
Segundo Cohen, Lucas acha que, por exemplo, investir US$ 100 milhões na produção de um filme e outros 100 na promoção dele não faz sentido.
"Por esses mesmos US$ 200 milhões posso produzir de 50 a 60 filmes de duas horas. Isso dá 120 horas, e não 2 horas. É assim que será o futuro, já que tudo será pay-per-view e estará disponível para download. Você realmente tem que ter uma marca. Tem que ter um site com conteúdo suficiente para atrair pessoas", disse Lucas.
Cohen informa que Lucas tem conversado sobre o assunto com a Pixar de Steve Jobs e com John Lasseter [produtor de filmes de animação].
Bill Gates: iPod é "fenomenal, incrível, fantástico"
E
NTREVISTADO pelo veterano dos talk shows americanos Charlie Rose, o presidente da Microsoft, Bill Gates, falou a respeito da ascenção da China como potência mundial, da decadência educacional americana e do tocador MP3 iPod, da Apple Computer, ao qual dirigiu efusivos elogios.
Gavin Clarke relata no The Register que, quando solicitado por Rose a relacionar inovadores e suas inovações, Gates levantou ambos os polegares para o iPod.
Segundo Clarke, Gates descreveu o iPod como um produto "fenomenal, incrível, fantástico". A declaração torna-se ainda mais significativa considerando o lançamento há dois dias (14/11) do Zune, produto da Microsoft que concorre com o iPod.
Gates parece ter mudado de postura em relação ao tocador da Apple. Em entrevista publicada no BusinessWeek em 2 de setembro de 2004 ele minimizou a importância do iPod dizendo: "Não há nada que o iPod faça que me motive a dizer 'Oh, puxa, acho que não podemos fazer isso'".
Hoje, contudo, a meta da Microsoft com o Zune é "mais modesta" que substituir o iPod, diz Gates. "É um mercado crescente... Podemos conquistar novos usuários e alguns dos que mudam. Precisamos entusiasmar as pessoas sobre o conceito -- a idéia de compartilhar músicas e vídeos através do recurso WiFi do Zune", disse ele.
NTREVISTADO pelo veterano dos talk shows americanos Charlie Rose, o presidente da Microsoft, Bill Gates, falou a respeito da ascenção da China como potência mundial, da decadência educacional americana e do tocador MP3 iPod, da Apple Computer, ao qual dirigiu efusivos elogios.
Gavin Clarke relata no The Register que, quando solicitado por Rose a relacionar inovadores e suas inovações, Gates levantou ambos os polegares para o iPod.
Segundo Clarke, Gates descreveu o iPod como um produto "fenomenal, incrível, fantástico". A declaração torna-se ainda mais significativa considerando o lançamento há dois dias (14/11) do Zune, produto da Microsoft que concorre com o iPod.
Gates parece ter mudado de postura em relação ao tocador da Apple. Em entrevista publicada no BusinessWeek em 2 de setembro de 2004 ele minimizou a importância do iPod dizendo: "Não há nada que o iPod faça que me motive a dizer 'Oh, puxa, acho que não podemos fazer isso'".
Hoje, contudo, a meta da Microsoft com o Zune é "mais modesta" que substituir o iPod, diz Gates. "É um mercado crescente... Podemos conquistar novos usuários e alguns dos que mudam. Precisamos entusiasmar as pessoas sobre o conceito -- a idéia de compartilhar músicas e vídeos através do recurso WiFi do Zune", disse ele.
Bush não quer que ditador norte-coreano compre iPods


O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, está tentando dificultar a entrada na Coréia do Norte de produtos como televisores de plasma, patinetes elétricos Segway e iPods.
Segundo Ted Bridis, da agência Associated Press, a intenção da administração Bush é aplicar sanções comerciais que afetem pessoalmente o excêntrico ditador norte-coreano Kim Jong Il, o qual, crê-se, costuma presentear com ítens desse tipo as cerca de 600 famílias que são suporte ao regime comunista do país.
"A lista proposta de sanções a artigos de luxo, obtida pela Associated Press, almeja tornar a vida do pretencioso Kim mais dura: nada de conhaque, relógios Rolex, cigarros, obras de arte, carros de luxo, motos Harley Davidson e nem mesmo jet skis", diz Bridis.
Ele diz também que a iniciativa coordenada com as Nações Unidas seria a primeira do gênero, afetando produtos não relacionados a equipamentos militares e visando unicamente aborrecer um líder estrangeiro. Todavia, representantes do governo americano reconhecem que será difícil impedir que tais ítens entrem no país pelo mercado negro.
"É um novo conceito, um tanto criativo", disse William Reinsch, ex-chefe do Departamento de Comércio dos EUA que implementou restrições comerciais à Coréia do Norte durante a presidência de Bill Clinton. Segundo Bridis, Reinsch acha que outros governos apoiarão a iniciativa, mas concorda que os esforços para bloquear remessas clandestinas serão frustrados.
"Se tirarmos uma das ferramentas sob seu controle, talvez a coesão de sua liderança se enfraqueça", disse Robert J. Einhorn, ex-chefe do Departamento de Estado americano que visitou a Coréia do Norte com Madeleine Albright, ex-Secretária de Estado, aos quais foi oferecido um extravagante jantar pelo governo norte-coreano. "Pode causar algum dano, mas se vai funcionar, não sabemos".
Bill Gates explica a "enorme desvantagem" da Apple
WILLIAM Henry Gates III, mais conhecido como Bill Gates, presidente da Microsoft, concedeu entrevista na qual disse crer que as recentes jogadas de sua empresa farão a Apple Computer fracassar no ambiente da sala de estar digital.
Ina Fried, do CNET News.com (em vídeo), fez a Gates a seguinte pergunta: "Empresas como a Apple, que produzem tanto o hardware quanto o software, têm algum tipo de vantagem no cenário do entretenimento?"
Resposta de Gates: "Elas têm uma enorme desvantagem nos quesitos variedade, preços e distribuição. Elas simplesmente não percebem isso. Adotam esse conceito monolítico estritamente casado. O que temos que nos certificar é de estarmos trabalhando com os parceiros de modo a obtermos a criatividade oriunda desse estrito casamento enquanto que a variedade de parceiros é tal que nos garanta algo que eles realmente não têm. Se quiser apontar o motivo pelo qual o PC/Windows tornou-se no sucesso que é, aponte para nossos grandes parceiros do hardware."
Críticos da Microsoft afirmam que o modelo de parcerias defendido por Gates não funcionou no caso da tecnologia PlaysForSure de gerenciamento de direitos aplicada à mídia digital, área dominada pela Apple com o modelo iPod+iTunes, ambos produzidos por ela própria.
Ina Fried, do CNET News.com (em vídeo), fez a Gates a seguinte pergunta: "Empresas como a Apple, que produzem tanto o hardware quanto o software, têm algum tipo de vantagem no cenário do entretenimento?"
Resposta de Gates: "Elas têm uma enorme desvantagem nos quesitos variedade, preços e distribuição. Elas simplesmente não percebem isso. Adotam esse conceito monolítico estritamente casado. O que temos que nos certificar é de estarmos trabalhando com os parceiros de modo a obtermos a criatividade oriunda desse estrito casamento enquanto que a variedade de parceiros é tal que nos garanta algo que eles realmente não têm. Se quiser apontar o motivo pelo qual o PC/Windows tornou-se no sucesso que é, aponte para nossos grandes parceiros do hardware."
Críticos da Microsoft afirmam que o modelo de parcerias defendido por Gates não funcionou no caso da tecnologia PlaysForSure de gerenciamento de direitos aplicada à mídia digital, área dominada pela Apple com o modelo iPod+iTunes, ambos produzidos por ela própria.
Steve Jobs não pode demolir sua mansão, diz justiça da Califórnia

Steve Jobs, diretor-presidente da Apple Inc., teve negado por uma corte de apelações da Califórnia, EUA, na última quarta-feira (10/1) seu pedido de permissão para demolir sua casa de 30 quartos e construir no lugar uma menor.
Segundo o Bay City News, a corte de apelações manteve decisão anterior da juíza Marie Weiner, da corte superior do município de San Mateo, na qual revogou permissão concedida pelo conselho municipal de Woodside para a demolição do imóvel, conhecido como Jackling House.
"Jobs comprou o imóvel em 1984, viveu nele por cerca de 10 anos e então o alugou por vários anos após mudar-se para Palo Alto. Está vazia desde 2000 e entregue à deterioração, de acordo com despacho da juíza", informa o site.
De acordo com a reportagem, Jobs começou a perseguir uma autorização para demolir a mansão em 2001, pretendendo construir uma residência menor, de 1,8 mil metros quadrados, para si e sua família. A permissão lhe foi concedida em 2004 por 4 votos a 3 pelo conselho municipal e foi contrária à recomendação da cúpula do conselho.
Um grupo conservacionista chamado Uphold Our Heritage (algo como "Salve Nosso Patrimônio") então entrou na justiça contra a permissão.
Na decisão de quarta-feira, um painel de três juízes de apelações concordaram com a decisão anterior de Weiner, diz a reportagem. O advogado de Jobs, Howard Ellman, disse que não pode dizer se Jobs planeja apelar da decisão porque não conseguiu entrar em contato com ele, que estava participando da Macworld Expo.
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